05/09/2022
Conhecer os ingredientes utilizados em um prato é essencial
para todo cozinheiro. Na última sexta-feira (02) o produto estudado pelos
alunos da graduação de Tecnologia em Gastronomia da Faculdade Senac Curitiba
Centro foi o aipim. Em uma ação conjunta do Instituto de Desenvolvimento Rural
do Paraná- Iapar-Emater (IDR-PR), Embrapa, Secretaria Municipal de Segurança
Alimentar e Nutricional de Curitiba (SMSAN) e Associação dos Comerciantes Estabelecidos
do Mercado Municipal de Curitiba (ASCESME), os estudantes participaram da etapa
de degustação de um projeto de pesquisa que visa agregar valor à mandioca do
Vale do Ribeira, uma das maiores regiões produtoras do Brasil.
O trabalho é desenvolvido pelo Pró-Metrópole (Programa de Desenvolvimento Produtivo Integrado da Região Metropolitana de Curitiba), com participação do Sistema Fecomércio Sesc Senac PR e envolvimento das prefeituras da região, do IDR-PR, Sebrae, cooperativas dos produtores locais, entre outras instituições. Ao longo dos últimos três anos foram produzidos em campo 14 cultivares de aipim e selecionadas cinco, considerando o índice de produtividade e os melhores resultados no teste de cozimento.
Agora essas variedades passaram por um dos testes mais desafiadores, para saber quais agradam mais o paladar dos consumidores. O evento ocorreu no Mercado Municipal de Curitiba e teve rigor científico. Os voluntários degustaram os cinco exemplares de mandioca e responderam ao questionário desenvolvido pela Embrapa e IDR-PR.
"Essa degustação com consumidores vai auxiliar em nossa
pesquisa junto aos produtores do Vale do Ribeira, para que tenhamos produtos
que se venham para o mercado e que sejam de alto consumo, com uma boa relação entre
produtividade e paladar", relatou o diretor de Extensão Rural do IDR-PR, Diniz
Dias Doliveira.
O preparo e organização da degustação dos cultivares foram realizados pelos alunos do Senac, que ainda prepararam uma releitura de escondidinho de mandioca.
"O objetivo proposto aos alunos foi o de contribuir com esse
estudo. E, claro, como cozinheiros eles precisam conhecer o insumo e as
características desse insumo. É exatamente, isso que nós, enquanto faculdade
Senac, tentamos entregar nos nossos alunos: estimular a consciência da
importância alimentar e do alimento que estão preparando e muitas vezes não é
só cozinhar, é saber sobre o alimento, sua origem, o contexto de sua produção",
explicou a professora da Faculdade Senac Curitiba Centro, Letícia Kataniwa.
Considerada uma das culturas mais antigas do Brasil, a
mandioca foi eleita pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o alimento do
século 21. Isso porque, além de ser um ingrediente versátil nas condições de
plantio e na culinária, tem papel nutricional importante. Seja cozida ou em
produtos derivados, em alguns estados do país, é mais do que um ingrediente de
cozinha, como na Bahia, em que a farinha de mandioca integra o trio com feijão
e arroz.
Entre as cem pessoas que degustaram as variedades de aipim do
Vale do Ribeira estava a dona Luzia da Silva Cruz. Em seu quintal ela cultiva
pelo menos cinco tipos de mandioca. "É um alimento que eu adoro, como quase
todo o dia. Achei esse estudo bastante interessante, gostei de participar",
relatou a dona de casa, que elegeu a sua favorita: "A que eu mais gostei foi a
primeira que provei, a branquinha".
Autor: Karla Santin
Fonte: Núcleo de Comunicação e Marketing - NCM